Skip to main content

Treinar ou não com dores?

Artigos, Corrida 0 Comment

0326-fisioteradica-a-dor-no-joelho-e-a-patelasite

Conheça as dores que você está sujeito a sentir e saiba se está a treinar de forma correcta ou se está hora de dar um descanso adequado ao seu corpo.

A palavra dor soa como algo ruim, que poderá te impedir de seguir em frente com os treinos. Mas, às vezes, não é bem assim. Claro que toda dor deve ser levada à sério e caso persista, a procura de um médico é indispensável. Porém, existem tipos de incómodos que não te afastam por períodos muito longos da corrida, se diagnosticadas e tratadas correctamente.

Para saber se os treinos devem continuar, é preciso identificar se o que está sentindo é uma dor muscular ou estrutural. A muscular é aquela “dor boa”, que surge depois de treinos mais pesados. “Essa dor ou cansaço termina ou diminui após o treino ou corrida. Ele passa com a diminuição de intensidade”.

A sensação de cansaço, geralmente, é sentida em todo um grupo muscular e é um incomodo generalizado, mas que passa. Geralmente, corredores iniciantes sentem muito esse tipo de dor, pois os músculos e articulações ainda não se habituaram ao exercício. No período que esta dor estiver presente, opte por uma corrida leve ou repouso total.

Já a estrutural significa lesão! Pode ir desde distensões até microrupturas e sua duração é bem maior. Quando perceber que uma dor que persista após um tempo de descanso, provavelmente aconteceu alguma lesão. Essas dores precisam ser comunicadas ao treinador e analisadas por um médico com urgência e correr nestas condições está, definitivamente, fora de cogitação!

Atenção

Além destas duas dores citadas, os incómodos também podem surgir fora dos treinos. “Existem aquelas dores por conta de posturas inadequadas durante o dia de trabalho ou por exigências físicas que não são do desporto, como movimentos repetitivos no trabalho ou em casa”.

O descanso é primordial

O corpo se adapta ao esforço físico, mas tudo tem um limite. Sem o descanso, o corpo não consegue receber bem as cargas de treino e com a repetição dos treinos o corredor poderá entrar em um estado em que o organismo chega ao seu limite de esforço.

Essa “folga” em seu plano de treino, portanto, é mais que necessária. “É um período em que o organismo repõe as perdas, recupera-se de micro lesões, repõe os estoques, por exemplo, hidratos de carbono, entre outros elementos importantes da musculatura, como sangue e hormônios”.

“O descanso faz parte do treino, pois é neste momento que o organismo realiza o que chamamos tecnicamente de “anabolismo”, que nada mais é que a assimilação aos estímulos do trabalho realizado, mostrando assim os resultados desejados”. Mantenha sempre a atenção aos sinais do teu corpo!

Por Cláudio Bolanho – Director Geral Performance

Related Posts

Dicas importantes para uma corrida segura

O professor da Universidade de São Paulo (USP - Brasil) Julio Cerca Serrão, um dos...

Não fuja da musculação

Apesar de muitos praticantes da corrida virarem a cara para o fortalecimento muscular, acredite: Ele...

Os benefícios do Pilates para triatletas

Pilates tem crescido muito e cada vez mais está sendo incluído como base de preparação...

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Preencha o campo *