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Transição no triatlo

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Atleta Iron 9A passagem de uma modalidade para a outra durante uma prova de triatlo é comumente chamada de “transição”, onde se termina uma modalidade e começa outra.

Para alguns a transição nem é percebida (para atletas experientes e em provas mais curtas), já para atletas inexperientes a transição passa a ser uma das piores partes do triatlo.

Este desconforto com a transição é devido a diversas alterações fisiológicas que ocorrem durante a passagem de uma modalidade a outra. Durante a primeira transição (T1) onde o atleta acaba de nadar e vai pedalar é normal atletas menos experientes relatarem tonturas, isso é devido ao ajuste circulatório que ocorre neste momento, podendo para pessoas menos experientes ocasionar grande desconforto.

Pensando no rendimento da prova, uma pessoa mais adaptada a esta mudança fisiológica pode render melhor no ciclismo, pois já inicia a modalidade com um menor estresse fisiológico. Outro aspecto importante a ser considerado é a intensidade em que se faz a transição, pois uma transição muito intensa pode prejudicar o exercício posterior.

Durante a segunda transição (T2) – ciclismo para a corrida, os ajustes fisiológicos que acontecem não são tão pesados a ponto de levar a uma queda instantânea da pressão e posterior tontura como acontece na T1, mas ajustes proprioceptivos são de suma importância para o atleta que irá correr posteriormente ao ciclismo, tendo os menos adaptados àquela sensação de “travamento” das pernas no início da corrida, o que não acontece com atletas que treinam regularmente a T2.

A actividade de ciclismo altera o desempenho na posterior corrida, sendo ela pior quando comparada a corrida sozinha, isto pode variar de 3 a 14% e vai depender do quanto o atleta está adaptado a correr posteriormente ao ciclismo.

Diversos são os factores que modelam a diminuição do desempenho na corrida no triatlo, estando entre os principais a diminuição do glicogênio muscular, mudança na cinemática da corrida com posterior diminuição da economia de movimento e aumento do gasto energético.

Vale lembrar que em provas com temperatura elevada ou em provas longas (Ironman e Half Ironman) a desidratação também é um factor desencadeante da diminuição do desempenho da corrida durante o triatlo.

Outro factor importante para o treino de transição é a aprendizagem ou melhora dos gestos específicos das transições (T1 e T2), já que trocar o equipamento de natação pelo de ciclismo e o de ciclismo pelo de corrida podem ser aprimorados com o treino, principalmente aquele que busque a especificidade da prova, melhorando o desempenho do atleta durante as transições.

Resumindo, sempre treinem transição, isso irá ajudar a melhorar seu desempenho no triatlo ou mesmo a diminuir alguns desconfortos durante a prova.

Fonte: www.webrun.com.br

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