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As propriedades da cafeína

Artigos, Nutrição 0 Comment

coffeeCafeína é um estimulante muito usado no mundo, e não deve ser considerada como sinônimo de café. Veja como suas propriedades ajudam no rendimento desportivo

Este estimulante está presente em fontes da alimentação diária como café, chá, chocolate, cacau e colas, em uma variedade de plantas, e em medicamentos não prescritos.

Por uma ampla variedade de fontes alimentares e não alimentares, a cafeína é considerada hoje como a substância psicoativa mais consumida em todo o mundo, socialmente aceita por pessoas de todas as idades, independente do sexo e da localização geográfica.

A cafeína é tida como um suplemento ergogênico nutricional (um suplemento é considerado ergogênico quando aumenta o rendimento desportivo), mas não possui nenhum valor nutricional. Ela é facilmente absorvida pelo estômago e atinge seu ponto máximo no sangue entre 1 e 2 horas, e tem o potencial de afectar todos os sistemas do corpo, já que é absorvida pela maioria dos tecidos.

Cafeína e desporto

Os efeitos da cafeína para reduzir a fadiga, aumentar a disposição e o estado de alerta são reconhecidos e estudados há séculos. Esses estudos mostram que a cafeína pode influenciar indirectamente na performance, permitindo que o indivíduo se exercite com maiores intensidades e/ ou por um período maior, reduzindo dor e/ou sensação de força, através do efeito que é causado no Sistema Nervoso Central.

E ainda pode melhorar as funções do músculo esquelético através do aumento da produção de força. As evidências mostram que o máximo benefício da cafeína é mostrado com pequenas à médias concentrações de 2 à 3 mg/kg de peso corporal, que é facilmente consumida pela maioria da população (em média 3 xícaras de café chegam nesse valor).

Esses benefícios ocorrem em diferentes tipos de desportos, incluindo desportos de endurance, explosão e “stop-and-go” (exemplo: futebol).

Cafeína e efeitos colaterais

A cafeína é relativamente segura, mas as tolerâncias individuais variam e com isso pode haver efeitos colaterais. O consumo excessivo pode provocar ansiedade, nervosismo, dificuldade de concentração, mal-estar gastrointestinal, insônia, irritabilidade e, com altas, doses, riscos de arritmias cardíacas e leves alucinações.

Além disso, pode ocorrer um aumento na temperatura corporal, podendo prejudicar o desempenho em exercícios realizados em altas temperaturas. E por aumentar a diurese, pode promover a desidratação. Antes de começar a consumir o ergogênico, os efeitos devem ser analisados, assim como a política do desporto, a influência do desporto, a hidratação, a influência no sono e a alimentação. Por isso é sempre bom consultar uma nutricionista para obter um melhor resultado.

Cafeína e o doping

Em 1984, nos Jogos Olímpicos de Verão em Los Angeles foi realizada pelo COI uma introdução para o programa antidoping. Na lista de substâncias proibidas, a cafeína estava incluída com um excesso de 15 mgc/ml na urina. Esta margem abaixou para 12 mgc/ml em 1985, isto corresponde a uma ingestão de 5- 6mg/kg (*4).

Para vocês entenderem melhor, se uma pessoa de 70 kg beber rapidamente cerca de 3 à 4 canecas ou 5 à 6 xícaras de café filtrado uma hora antes do exercício, com duração no máximo de 1 hora e meia, se a coleta da urina for feita logo após o exercício alcançaria o limite máximo de 12mgc/ml. A probabilidade de se alcançar o limite através da ingestão normal de cafeína é baixa, com a exceção da ingestão de doses altamente concentradas.

Porém, no novo milênio esses conceitos mudaram. Os resultados metabólicos variam com os atletas e agora reconhecem que a cafeína excretada na urina não tem utilidade prática como marcador da quantidade de cafeína ingerida. Não existe distinção para a cafeína socialmente consumida e para a cafeína consumida com objectivo de aumentar a performance.

Em 1999 foi criada a WADA ( The world Anti-Doping Agency), como uma independente organização internacional para promover, coordenar e monitorar a briga contra o doping no esporte. Em 2003, a Wada incluiu a cafeína como um estimulante banido das competições com uma concentração na urina de cafeína maior que 12 ug/ml. Ou seja, concentrações menores que 12 ug/ml não seriam consideradas doping.

Porém, em 2004, a cafeína foi retirada dessa lista de substâncias restritas. Consequentemente, os atletas agora podem consumir cafeína sem medo de violar o código da Wada. Porém, a cafeína encontra-se no programa de monitoramento da WADA, indicando que a droga é colocada sob “observação” para o rastreamento de tendências em uso e eventuais abusos que poderiam finalmente colocá-lo de volta à lista de banidos.

A indústria de suplementos está cada vez maior. Existem milhares de formas de se ingerir cafeína; em bebidas, shots, barras energéticas, géis, em cápsulas e pós.

Fonte: www.ativo.com – Por Yana Glaser

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