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A polémica dos tipos de adoçantes

Assuntos, Nutrição 0 Comment

Captura-de-tela-2013-06-27-C3-A0s-16.36.16Ao começar uma dieta, uma das primeiras dúvidas é sobre a substituição do açúcar refinado por uma opção de adoçante.

A confusão começa com a escolha de uma fórmula e vai adiante quando você começa a ler sobre o assunto e descobre uma série de polémicas envolvendo o consumo do produto.

Uma pesquisa recente, no entanto, vem causando bastante alvoroço ao mostrar que mesmo o consumo de adoçante pode provocar o aumento da absorção de açúcar pelo organismo.

Isso acontece graças à ação de uma proteína gustativa chamada Gustducin, responsável por detectar o sabor doce nos alimentos.

“Se você consome algum alimento doce, seja à base de açúcar ou de adoçante, o organismo naturalmente tende a aumentar a absorção de açúcar de tudo o que foi consumido”, explica a endocrinologista Alessandra Rascovisck, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Isso significa que consumir adoçantes não é suficiente para proteger o seu organismo do excesso de açúcar, também é importante reduzir a ingestão de alimentos que se convertem facilmente em glicose graças ao metabolismo caso dos carboidratos.

“O ideal é consumir hidratos de carbono integrais, que têm a digestão mais demorada devido à presença das fibras”, afirma a endocrinologista.

Além deste cuidado, é preciso atentar para os riscos envolvidos com cada tipo de adoçante – diarreia, risco de cancro (câncer) e até aumento da pressão arterial são algumas das polémicas envolvendo o produto.

Descubra a seguir o que é verdade e o que não passa de polémica em se tratando do assunto.

Aspartame

Este é um dos adoçantes mais populares, provavelmente por isso também o mais associado a questionamentos de consumo. Como não contém calorias, é comumente usado como adoçante de mesa, no preparo de bebidas e em receitas de sobremesa.

Uma das polémicas em torno do uso deste produto gira em torno da fenilalanina, composto incluído na fórmula e vetado para portadores de fenilcetonúria (incapacidade de metabolizar a fenilalanina) e desaconselhado a grávidas o excesso pode prejudicar a formação neurológica do bebê e ainda não existe certeza sobre a quantidade segura.

Em contrapartida, a nutricionista especialista em saúde pública Simone Freire ressalta que a tolerância do produto no organismo é elevada, mas não há como controlar a absorção do corpo a esse tipo de produto.

Sacarina

A sacarina é um adoçante não calórico que está presente em refrigerantes zero e produtos adoçantes. Há anos, o produto tem sido objeto de pesquisas científicas que chegaram a questionar se o adoçante era seguro para consumo, após testes apontarem que sua ingestão em altas doses aumentava a incidência de cancro (câncer) de bexiga em animais de laboratório.

Depois de muitas avaliações, foi comprovado que o adoçante não causa câncer em humanos, eliminando a sacarina do grupo de substâncias perigosas para a saúde listado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

Ciclamato de Sódio

O ciclamato de sódio é um dos adoçantes mais polémicos. Até 40 vezes mais doce que a sacarose, é usado para adoçar bebidas não alcoólicas, especialmente refrigerantes zero, além de alguns sucos e alimentos light.

Assim como a sacarina, o edulcorante foi proibido nos Estados Unidos devido a pesquisas que apontavam a incidência de tumores de bexiga em animais expostos a altas doses do produto. No Brasil, a ANVISA alerta sobre os limites de consumo do adoçante pelas indústrias.

A nutricionista especializada em obesidade e emagrecimento, Monaliza Leite, alerta: “Muitas pessoas esquecem que o ciclamato sódio não é indicado para pessoas hipertensas ou com problemas renais, já que leva sódio na composição”.

Sucralose

Nova no mercado, a sucralose é um derivado da sacarose e promete manter um sabor agradável ao alimento adoçado.

O produto não contém calorias e não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos, o que aumenta sua reputação entre os especialistas. Simone Freire ressalta: “A sucralose se assemelha à sacarose já que a maior parte do adoçante não é absorvida pelo organismo, sendo excretada pelo corpo”.

No entanto, o adoçante tem um custo elevado, o que faz com que muitas pessoas desistam de sua compra e optem por produtos mais baratos.

Estévia

Pouco conhecida, a estévia é uma planta com poder adoçante de até 300 vezes maior que a sacarose. Apesar de não obter nenhuma contraindicação, o produto tem um sabor amargo residual e um preço elevado.

A endocrinologista Alessandra Rascovisck afirma que esta é uma boa opção de consumo, no entanto, seu sabor amargo faz com que o produto seja reprovado por grande parte das pessoas que o provam.

“Este adoçante desperta, ao mesmo tempo, as papilas sensíveis ao doce e ao amargo, o que pode provocar estranhamento no paladar e desestimular o consumo”.

Sorbitol

Com sabor doce e absorção intestinal reduzida, o Sorbitol é comumente usado em produtos dietéticos, não sendo comercializado como adoçante de mesa. O consumo excessivo do produto pode causar diarreia, por conta de alterações intestinais causadas pela fórmula.

Por isso, é preciso verificar se o adoçante está presente em alimentos light ou diet e proibi-los para crianças, que são mais sensíveis e podem passar a sofrer com gazes e até diarreia.

Frutose

O açúcar obtido de frutas, mel e alguns cereais, chamado de frutose, tem capacidade de adoçar 170 vezes mais que a sacarose. Comumente usado em refrigerantes, sucos, doces e geleias, seu consumo elevado já foi associado ao aumento de chances de diabetes e até ao aumento da pressão arterial.

Vale ressaltar que a indicação não é que se reduza a quantidade de ingestão de frutas, mas sim que fique sempre de olho em produtos industrializados que levam o adoçante em sua fórmula.

Fonte: www.yahoo.com.br

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