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Podemos correr descalços? Sabes a resposta?

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Será que correr descalço faz mal? Ou, por outro lado, é a correr descalços que trabalhamos os músculos dos pés que se tornaram ”preguiçosos’ por causa do uso das sapatilhas? A resposta é afirmativa, sim, podemos.

Qualquer pessoa pode praticar desde que não seja sempre mas sim de forma intermitente. Tudo depende da resposta do desportista, da sua idade e principalmente da experiência como desportista e corredor. Com o tempo irá ser percetível se a mudança pressupõe benefício ou, pelo contrário, poderá provocar lesão.

É verdade que na internet podemos encontrar uma série de estudos teóricos mas que têm uma objectividade mais ou menos discutível, com estudiosos do tema que nunca trataram o atleta em desespero com dores ou lesionado. Relativamente a este assunto, é importante que seja dito isto:

> Até hoje não existe nenhum estudo independente nem nenhuma evidência de estudos nem a favor nem contra o minimalismo ou o barefoot.

> O barefoot não é nem o salvador nem apocalipse das lesões do corredor (Dr. Johncock, PDM).O possível risco da passagem do calçado convencional para o minimalismo é real para alguns corredores amadores. É evidente que nem todos temos o fenótipo de um corredor queniano ou de um atleta da frente em maratonas internacionais; nem todos temos as características físicas e por conseguinte para praticar certas tendências.

> Há outros especialistas que não têm apenas o estudo biomecânico do indivíduo em questão, mas que são teimosos em relação à ‘condição física’ em geral, na sua avaliação como conjunto. Como diz Dr. Romansky (PDM), muitos atletas que praticam diferentes actividades como Zumba, spinning e outras de ginásio acreditam que estão em ótimas condições do ponto de vista funcional mas isso é de todo insuficiente, é preciso avaliar outros factores como o equilíbrio, a proprioceção, ou a avaliação biomecânica do trem inferior.

Se quem procura saber se pode ‘ser minimalista’ for alguém com uma amplitude articular aumentanda por laxitude, temos que ter em conta que ao correr as forças de reação do solo se multiplicam, por isso, a pronação e supinação podem ficar multiplicadas em relação estática/dinâmica.

Em pacientes laxos, o braço de alavanca em execução pode ser claramente destrutivo não apenas ao nível do pé mas do joelho, joelho valgo (joelho em X) por exemplo. Dr. Blake neste sentido explica que é necessário ‘ser-se muito cauteloso’ e que existem muitas variáveis a incluir para se estudar este tema. Cada indivíduo é único como o próprio nome indica e por isso é fundamental que haja um estudo pormenorizado de cada pessoa para tomar a decisão de sim ou não ao minimalismo.

Fonte: www.sportlife.com.pt

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