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O que significa percepção do esforço?

Artigos, Corrida 0 Comment

Entenda como interpretar o que seu corpo diz durante a prática da corrida e conheça os métodos utilizados para correr com prazer.

Conhecer e respeitar os limites do corpo é um dos segredos para se desenvolver uma actividade física segura e saudável.

Uma das formas mais simples e utilizadas para controlar a intensidade do exercício é o índice da percepção do esforço realizado, que pode ser adoptado para qualquer actividade aeróbia.

“Existem basicamente duas formas de se medir a intensidade de um treino. Uma delas uma delas é o controlo dos batimentos cardíacos, e a outra a percepção de esforço.

Costumo dividir esta carga subjectiva em leve, moderada e forte”, “Em treinos longos, o ideal é usar cargas leves até moderadas. O ritmo forte é imposto só em actividades mais curtas, como treinos de tiros, ou em competições”.

Na dose certa

A melhor forma para o atleta saber interpretar correctamente os níveis de percepção de esforço durante uma actividade é com a experiência adquirida ao longo dos treinamentos.

“Quem está no começo não têm dificuldades quando o treino é leve ou moderado, mas, geralmente, não consegue manter o ritmo forte o tempo inteiro.

O iniciante acha que conhece, mas tende a forçar um pouco mais, isso é falta de experiência. A orientação do treinador e o tempo vão dar esta percepção exacta aos atletas”.

“Alguns têm dificuldade de interpretar o que é moderado e o que é forte.

Cabe ao treinador orientar e dar parâmetros para ele saber dosar o ritmo. Com o tempo, o corredor passa a conhecer melhor seus limites e a interpretar correctamente a percepção de esforço”.

Vantagens e desvantagens

Uma das principais vantagens de se usar a percepção de esforço nos treinos é que ela permite ao atleta saber dosar seu ritmo e não forçar demais, mesmo se não estiver se sentindo tão bem.

“Na teoria, o frequencimetro tem mais vantagens, pois possui parâmetros exactos.

Só que a frequência cardíaca pode variar se o atleta teve um dia stressante no trabalho ou se treina na hora do almoço, quando está mais quente”.

“A vantagem da carga subjectiva é que ela é baseada em como o atleta está se sentido na hora do treino, pois, para um amador, cada dia é diferente”, completa o treinador.

“O problema da percepção de esforço é que nem todos conseguem interpretá-la.

Algumas vezes, até mesmo os mais experientes têm dificuldades para dosar o ritmo”.

“Tem dias que a pessoa acha que está em um ritmo leve, mas, quando termina o treino, sente que forçou de mais”. Sendo assim fique sempre atento aos sinais do seu corpo.

Escala de Borg

Uma das formas mais conhecidas de quantificar a intensidade do exercício é pela escala de Borg, desenvolvida pelo fisiologista sueco Gunnar Borg.

A tabela possui diversas “adaptações”, mas a mais comum tem números que variam de 6 a 20.

O número mais baixo representa um esforço quase nulo, e o mais alto uma actividade exaustiva, como demonstra o box abaixo:

    • 6 Muito fácil
    • 7 Muito fácil
    • 8 Muito fácil
    • 9 Fácil
    • 10 Fácil
    • 11 Relativamente Fácil
    • 12 Relativamente fácil
    • 13 Ligeiramente cansativo
    • 14 Ligeiramente cansativo
    • 15 Cansativo
    • 16 Cansativo
    • 17 Muito cansativo
    • 18 Muito cansativo
    • 19 Exaustivo
  • 20 Exaustivo

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