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Movimentos da pedalada x Desempenho

Artigos, Ciclismo 0 Comment

Atleta neveAo pedalar, todos nós podemos perceber como nossos joelhos se aproximam e se afastam do quadro da bicicleta.

Esta movimentação é de extrema importância na fase de potência da pedalada (de 0 a 180 graus do ciclo de revolução do pedal), visto que grande parte do esforço muscular é gerada neste instante.

Vale lembrar que a fase de potência da pedalada é aquela em que a articulação do joelho está mais suscetível a lesão, devido a grande quantidade de força que é transmitida através desta articulação para os pedais, conforme comentamos em matérias anteriores.

A posição dos joelhos em relação ao quadro da bicicleta deve ser observada principalmente sob dois aspectos: da aerodinâmica e da prevenção de lesões.

Em relação à aerodinâmica, a redução da área frontal do ciclista, ou seja, do tamanho do conjunto ciclista bicicleta quando olhado de frente, melhora o desempenho do ciclista. Em outras palavras, o fato de manter os joelhos próximos ao quadro da bicicleta pode diminuir a área frontal do ciclista.

Partindo-se do pressuposto que aproximar os joelhos do quadro da bicicleta enquanto se pedala é positivo para a melhora na posição aerodinâmica, estudos realizados no Laboratório de Pesquisa do Exercício da UFRGS pelo nosso grupo indicam que outras questões devem ser observadas.

Observou-se que manter os joelhos próximos ao quadro da bicicleta pode ser interessante para se aumentar à capacidade de aplicação de força nos pedais.

Entretanto, parece que esta maior aplicação de força só é proveitosa (usada para gerar torque) pelos ciclistas que treinam eventualmente com os joelhos próximos do quadro da bicicleta. Os atletas que não treinam nesta posição desperdiçaram esta força a mais que conseguiram aplicar no pedal.

Esta questão parece estar ligada a uma adaptação do ciclista a esta postura.

Outra questão importante é o esforço localizado em alguns grupos musculares.

Os músculos adutores da coxa (parte interna da coxa) parecem ser sobrecarregados para a manutenção desta posição dos joelhos, pois são eles que realizam esse movimento de aproximação do joelho ao quadro.

Quando pensamos em uma prova contra-relógio com um percurso de ao menos 40 km, estamos tratando de uma sobrecarga em torno de uma hora dos músculos adutores do quadril. É importante destacar que este grupo muscular é pouco utilizado e muitas vezes apresenta-se enfraquecido nos ciclistas, comparando-se com grupos musculares como os anteriores da coxa.

Sabendo-se que existe um melhora aerodinâmica e uma possibilidade de que, com o treino, se atinja um melhor aproveitamento das forças aplicadas no pedal, e ainda que se assuma que os músculos adutores da coxa possuam condição de suportar este esforço aumentado, ainda é importante analisar outros aspectos.

Estudos recentes têm sugerido que dentre os mecanismos de lesão e/ou dor anterior no joelho está a posição dos joelhos em relação ao quadro da bicicleta, especialmente a posição deste em relação ao centro do pedal.

Analisando-se de forma global, é possível perceber que a posição do joelho em relação ao quadro da bicicleta na vista anterior é um mecanismo importante de dor e/ou lesão no joelho.

Se pensarmos em uma situação de fuga de um ciclista de um pelotão, ou um evento de curta duração, em que a posição aerodinâmica seja importante, pode-se pensar na possibilidade de aproximar os joelhos do quadro da bicicleta.

Entretanto, em provas longas ou mesmo treinos, é interessante a manutenção da posição natural dos joelhos em relação ao quadro (joelho alinhado com o pedal) para evitar dor articular ou mesmo fadiga excessiva dos músculos adutores da coxa. Bons treinos!

Fonte: www.treinoonline.com.br

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