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Cuidado com as costas no ciclismo

Artigos, Ciclismo 0 Comment

JogadaEspecialistas orientam a favor do combate a dor lombar em ciclistas, e as possibilidades de intervenção contra o problema.

A dor lombar é bastante comum no ciclismo, com incidência de 30 a 60% entre seus praticantes (in Dettori e Norvell, 20012).

Posições repetitivas de um padrão de flexão da coluna lombar, podem induzir a causas de dores denominadas patologias relacionadas a desordens teciduais: hérnias, degeneração ou alteração nas curvaturas naturais dos discos, ligamentos e vértebras devido a problemas ligamentares, nos discos intervertebrais, e nas estruturas capsulares.

Nesse sentido, identificar os padrões de flexão da coluna, quando associados a dor, principalmente da região lombar (a coluna se divide em quatro: cervical/altura do pescoço, torácica/tórax, lombar/cintura e sacral/nádegas), é de extrema importância para a prevenção de lesões agudas/crônicas no ciclismo.

Anatomia sobre o selim

Estudo de Van Hoof et al (2012), observou a relação entre a flexão da coluna lombar e o surgimento da dor em pedalada de duas horas ao ar livre. Esses resultados demonstram que ciclistas com dor lombar, quando comparados a outros sem o diagnostico, adotaram e sustentaram um padrão com significativo aumento da flexão da coluna lombar.

Também foi identificada uma característica nesses praticantes com dor lombar, relacionada ao seu posicionamento do selim, que passou a ser mais posterior em comparação aos indivíduos sem dor. O problema em adotar essa posição no selim é a tendência à induzir um encaixe da pelve que dificulta o correto ajuste a uma posição mais anterior da cintura pélvica, condição mais favorável para a coluna lombar.

Tem sido sugerido que o individuo com dor lombar adote uma posição que enfatize um ajuste mais anatómico. As possibilidades de intervenção para se atingir esse posicionamento ideal, passam por ajustes no selim e na mesa do guidão, com grande influência do tamanho do quadro e da geometria da bicicleta.

Máquina e atleta

Além da intervenção na configuração da bicicleta, não menos importante é a intervenção no ciclista, por meio de análises posturais sobre a bike e fora dela. Nesse sentido, um estudo de caso de Dankaerts et al (2011) observou consequências da influência da utilização de Terapia Cognitiva Funcional e Biofeedback na função e mobilidade pélvicas e no grau de flexão da coluna lombar de um ciclista com histórico de dores lombares e baixa mobilidade de cintura pélvica.

Esses pacientes foram submetidos a intervenção, com treinamentos posturais e biofeedback via sensores na coluna lombar, e esses dois métodos empregados demonstraram ser úteis para reverter a flexão excessiva da coluna lombar, buscar melhor posição anatômica (aumento da báscula anterior da pelve) e em reduzir a dor durante um período de duas horas de ciclismo de baixa intensidade.

Posição, alongamento e atenção

Em resumo, é importante que o ciclista busque sobre a bicicleta uma posição da coluna mais próxima possível de sua correta posição anatômica em pé. Além disso, complementar seu treinamento de ciclismo com alongamentos e mobilizações, importantes para a boa funcionalidade da musculatura lombo-pelvica.

Funções da sua coluna vertebral, andando de bike, ou a pé!

*Sustenta todo o peso do seu corpo e seu movimento
*Suporta a força de outras partes do corpo, principalmente membros
*Funciona como uma almofada para absorver impactos
*Protege informações nervosas até o cérebro e toda medula espinhal

Fonte: www.ativo.com – Por Tiago Canal Jacques e Rodrigo Bini

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