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A corrida plana e a corrida subindo

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Silhouette woman run under blue sky with cloudsA corrida, no percurso plano e na subida, para atletas e corredores, sempre apresentará uma diferença muito grande. Isso não é novidade, mas os factores que as diferenciam, e a possibilidade de reduzir essas diferenças, exige técnica, determinação e critérios nos seus treinos.

A corrida, em percurso plano, ao menos correndo rápido caso de treinos de tiros e ritmos, que naturalmente passam a exigir mais do seu organismo deve ser tranquila e prazerosa.

As subidas, por sua vez, são lentas ou rápidas, caracterizadas por maior esforço e certo estresse físico, possivelmente emocionais.

O corredor no percurso plano depende de fatores como: Genética, Determinação, Velocidade empregada, Treinamento e Descanso.

O Corredor em percursos de subida depende dos mesmos fatores, e, evidentemente, da velocidade empregada na hora de subir e da velocidade utilizada em treino.

As sensações de dores, de desgaste pelo cansaço, de satisfação e paciência, são condições que o corredor conquista pela prática nos treinos.

Traumas vividos por conta de treinos inadequados podem deixar sequelas no comportamento dos corredores, em situações que envolvem distância, ritmo e inclinação do percurso.

Então, é comum sentir certas rejeições quanto a percursos longos, inclinações caso de ter vivenciado algum tipo de treino inoportuno e inadequado para o estágio atual de corrida.

Respeitar esses estágios de adaptações e aprimoramentos em treinos, é um trabalho de grande paciência e conhecimento das limitações e das condições evolutivas de qualquer corredor. Quanto mais treinado e melhor orientado, suas sensações tenderão a satisfação, domínio e melhora na determinação.

Treinamento Específico para correr no Plano e na Subida

Qualitativamente falando, podemos nos questionar para sabermos qual o nível de esforço podemos atingir na escala de melhora do condicionamento físico específico, quando desejamos correr no percurso plano ou na subida, e qual a quantidade de cada treino é necessária para que tenhamos eficiência nestes tipos de corrida?

Será que para corrermos em percurso plano, é necessário subirmos bastante em treino? Será que para corrermos provas de 5 e 10 km, seria necessário realizar treino maior que as distâncias referidas? Ou, simplesmente, necessitaríamos apenas distâncias intermediárias para mantermos um ritmo de média intensidade, sem ter que passar pelo estresse físico e nem passarmos por traumas do tipo: Nunca mais farei esta corrida!

A verdade é que certas pessoas treinam demasiadamente e pensam que com esta atitude, estão evoluindo, enquanto que, pelo que entendemos em ciência, evolução é aprimoramento e melhoras possíveis dentro de uma somatória de fatores.

Então, correr mais, mais longo e com mais subidas, dependerá de amadurecimento físico, condições pessoais e sociais para praticá-la, e também dos objectivos específicos, como no caso de corredores de provas de subidas e descidas, terem igualmente que se aprimorar em tais percursos.

Uma corrida no Percurso Plano é equivalente ao deslocamento de seu corpo, na velocidade empregada, que deverá levar em consideração o total de impacto provocado pelo seu peso corporal, multiplicado pela aceleração da velocidade.

O resultado é um valor aproximado de duas a três vezes o peso do corpo, dependendo da velocidade empregada. Quanto maior for a velocidade do corredor, maior será a quantidade de peso empregada na sua ossatura na hora do toque dos pés com o solo.

Para isso acontecer, levamos em consideração a técnica empregada, tempo de trabalho, condição muscular e condição de resistência de força da musculatura das pernas.

É verdade que para certos corredores que aprenderam bem as técnicas de corrida, o impacto é diminuído pela qualidade técnica e pela reação muscular empregada na hora certa.

Então, o peso suportado por um corredor em sua ossatura não deve ser uma surpresa para o seu organismo desde que seu peso corporal esteja dentro da escala sugerida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), assim as repercussões negativas com a prática da corrida seriam diminuídas e benéficas.

Subindo, é mais difícil, mas…

Tudo que sobe, uma hora tem que descer. Então, depois de uma subida, o peso aumentado em repercussão ao advento da descida, trará maior quantidade de quilos, referente ao impacto que passará a ser administrado pelos seus membros inferiores.

Se o corredor diminuísse a velocidade da descida, então o seu impacto com o solo também diminuiria, mas no caso de provas, é comum observar corredores descendo muito mais rápido do que poderiam e deveriam.

Correr descida abaixo, rapidamente, dependerá de treinos específicos para aumento de força e de reação, levando a um aprimoramento das técnicas de corrida, que concluirá com o aprimoramento e diminuição dos impactos.

Para você sentir menor efeito negativo da corrida quando estiver subindo, precisa de maior qualidade de treinos em elevações, sendo que, na composição de treinos totais, ele deverá figurar como um treino específico, desde que você não necessite deste tipo de inclinação por não constar nas provas escolhidas, por exemplo.

Ou então, que as subidas figurem em seus percursos de treino, costumeiramente, daí as subidas passarão a ser rotineiras, pela necessidade pessoal e local.

Se no seu trajeto de corrida diária há subidas, então seus treinos deverão comportá-las, sem que tragam prejuízo para seu organismo. Procure alternar as subidas mais baixas, com as mais rigorosas, dando um tempo para seu organismo absorvê-las.

A subida fortalece o corpo e o emocional de quem corre. Caso você não esteja sentindo-se bem com tais treinos, melhor reavaliar-se com um médico e com o seu Professor de Educação Física, especializado em treinos de corridas. Boas corridas vigorosas!

Fonte: www.ativo.com – Por Miguel Sarkis falecom@miguelsarkis.com.br

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